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Léo Pinheiro diz que reformou triplex do Guarujá com ‘dinheiro de propina’


Empreiteiro da OAS disse que não usou valores provenientes da Petrobrás, mas ‘valores de pagamento de propinas’ para custear as obras no apartamento do Condomínio Solaris, no Guarujá, cuja propriedade a Lava Jato atribui ao ex-presidente Lula.

O empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, declarou em interrogatório ao juiz federal Sérgio Moro que para bancar a reforma no triplex do Guarujá – cuja propriedade a Lava Jato atribui ao ex-presidente Lula – ‘usou dinheiro de propina’. Foi uma resposta ao questionamento do advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins.

“O sr. usou valores provenientes da Petrobrás para fazer alguma reforma nesse imóvel?’, perguntou o advogado. A Lava Jato sustenta que a empreiteira pagou R$ 3,7 milhões em propinas a Lula em troca de contratos com a estatal petrolífera. Parte desse valor teria sido usado nas obras do apartamento do Condomínio Solaris, que o petista nega ser dele.

“Não, não, não”, respondeu o empreiteiro, já condenado na Lava Jato a 26 anos de prisão e que negocia delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. “Usei valores de pagamento de propinas para poder fazer encontro de contas. Em vez de pagar X, paguei X menos despesas que entraram no encontro de contas. Só isso. Houve apenas o não pagamento do que era devido de propina.”
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