A moeda brasileira sobreviveu

O IPCA de abril bateu o martelo: inflação está controlada. O IPCA do mês passado ficou em 0,14%, fechando em 4,08% no acumulado em 12 meses. A continuar nesta toada, em agosto o índice oficial da meta de inflação deve cair para abaixo de 4%. Desde 2009, quando o IPCA ficou em 4,31%, que isto não acontece. De lá para cá, até agora, a carestia flertou com o desastre, abusando da força do Real, uma moeda tão nova e tão frágil.

O Brasil já viveu todo tipo de crise. As mais conhecidas por nós foram as crises causadas pela fragilidade externa. Muita dívida, muita exposição em dólar e, qualquer crise de confiança provocava debandada de investidores. Isto já nos causou desde a moratória, nos anos 80, portanto antes de termos uma moeda, até a maxidesvalorização de 99, quando tínhamos o real há parcos cinco anos.

A moeda brasileira sobreviveu a tudo e a todos. Para o bem do futuro do país e da busca por um novo equilíbrio da economia. Os desafios que ameaçam o processo inflacionário continuam todos aí. Com nosso histórico, eles vão nos rondar por anos a fio. A ameaça da não aprovação da reforma da previdência que o diga. Nós temos uma moeda há exatos 23 anos. É pouco, mas parece que foi suficiente para não desistirmos dela.
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