Caroços no pescoço, axila e virilha? Pode ser câncer linfático! Procure ajuda médica

O sistema linfático humano é uma grande e complexa rede de vasos e órgãos conhecidos como linfonodos. Ele é especialmente importante para nosso sistema imunológico, porque ajuda os glóbulos brancos na proteção do corpo.
 
Quando o câncer atinge o sistema linfático, em algo chamado linfoma, provoca o desenvolvimento excessivo de linfócitos, conhecidas células de defesa que se multiplicam pela presença de um agente invasor, como um vírus da gripe ou resfriado. Assim, conforme essas células doentes se multiplicam, acabam se acumulando no organismo e causando tumores que prejudicam o sistema linfático de outros órgãos, como o baço e o timo.

Sintomas, diagnóstico e tratamento

Os principais sintomas do linfoma são os característicos nódulos no pescoço, axila, virilha ou abdômen, bem como febre constante, sudorese noturna, cansaço, coceira, perda de apetite, tosse, falta de ar e dor no tórax. Uma das formas mais comuns da doença é o linfoma de Hodgkin, que afeta o linfócito B. Quando este se transforma em uma célula cancerosa, começa a se espalhar de forma incontrolável pelo corpo. Essas células crescem principalmente nos linfonodos, podendo se espalhar para outros tecidos do corpo.
 
O diagnóstico de um linfoma é sempre feito por um médico, que solicita exames de sangue, biópsia de tecido, raios-X ou ressonância magnética para avaliar as células afetadas. O tratamento varia de caso a caso e somente um médico especialista pode recomendá-lo. Estes podem incluir quimioterapia, radioterapia, ou uma combinação de ambas. Ainda, há a possibilidade de imunoterapia, que inclui a administração de vacinas e anticorpos que auxiliarão o organismo a combater as células doentes.

Se detectada de forma precoce, a doença tem cura nos estágios 1 e 2, ou quando não apresenta fatores de risco. Em estágio 1, apenas um grupo de ínguas é afetado (baço, timo e amígdalas). Já em estágio 2, dois grupos de ínguas do mesmo lado do corpo são atingidas. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o linfoma apresenta um percentual de cura de 30% a 70%. Estimativas apontam que em 2016 foram registrados 2.470 casos de linfoma de Hodgkin, enquanto que em 2013, cerca de 536 mortes.

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