“Eu mando prender”, disse o Deus Petista

Por Lucas Berlanza - De maneira geral, parece um tanto incompleta a discussão moderna sobre o Estado laico. Explico: normalmente, trata-se de tentar definir fronteiras entre postulados religiosos e dogmáticos e a interação no ambiente da máquina pública e das decisões políticas. Casos como o de Lula, porém, nos provam que, para além de todas as religiões propriamente ditas, o socialismo e o populismo são paródias de religião que escapam com razoável tranquilidade dos escrutínios, interpenetrando-se ao Estado e à prática institucional, pairando sobre os limites da realidade e da decência, em efetividade muito mais perigosa.
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Casos como o de Lula, porém, nos provam que, para além de todas as religiões propriamente ditas, o socialismo e o populismo são paródias de religião que escapam com razoável tranquilidade dos escrutínios, interpenetrando-se ao Estado e à prática institucional, pairando sobre os limites da realidade e da decência, em efetividade muito mais perigosa.Casos como o de Lula, porém, nos provam que, para além de todas as religiões propriamente ditas, o socialismo e o populismo são paródias de religião que escapam com razoável tranquilidade dos escrutínios, interpenetrando-se ao Estado e à prática institucional, pairando sobre os limites da realidade e da decência, em efetividade muito mais perigosa.
 
O lulopetismo, mesclando elementos tanto socialistas quanto do populismo de DNA varguista, estatizante e “pai dos pobres” tipicamente tupiniquim pós-1930, tem todas as características de um culto esclerosado. Tem seus sacerdotes, seus teólogos – toda a base intelectual e artística de esquerda, cúmplice de sua fé doentia -, até seu exército teocrático preparado para qualquer sacrifício em nome das dádivas recebidas (leiam-se “boquinhas”). Não lhe falta sequer uma divindade própria, digna de ser adorada, acima do bem e do mal, instância suprema da Verdade, do Bem e da Justiça: Lula.
 
Não há qualquer exagero nessa afirmação. Só essa analogia permite compreender como alguém continua justificando a trajetória política desse maníaco psicopata com delírios de grandeza. Em congresso do PT na última sexta-feira, além de reiterar seu desejo de regulamentar a imprensa – leia-se: aplicar a plataforma bolivariana de censura -, o nefasto ex-presidente afirmou sem peias: “Essa mesma imprensa que dizia que o PT acabou, dizia todo dia: amanhã, o Lula vai ser preso. Faz dois anos que eu ouço isso. Se eles não me prenderem logo, quem sabe um dia eu mando prendê-los por mentir”.
 
“Eu mando”. Na religião lulopetista, este deve ser o equivalente ao “Eu sou” do Antigo Testamento. Esta afirmação significa que, na presença do imperador-mor e deus absoluto, a partição de poderes, os códigos legais, as prerrogativas policiais, as atribuições judiciárias e investigativas, a presunção de inocência, todo esse aparato “profano” do irrelevante Estado de Direito se dissolve. A sacrossanta figura do salvador barbudo pode tudo.
 
Esta paródia de religião faz com que a lógica feneça e os mais grosseiros paradoxos se tornem dogmas incontestáveis. O maior deles: os “coronéis de esquerda”, esses rascunhos pútridos de caudilhos, representam a “democracia”, enquanto quem se opõe a eles é a encarnação do “fascismo”. Lula, repugnantemente chavista em sua retórica, faz troça com a ideia de trancafiar jornalistas por denunciarem seus malfeitos; Ciro Gomes, a alternativa pedetista, fala em receber juízes “à bala”. No entanto, democratas são eles, não a “malvada direita”, cuja única grande pretensão é nos emancipar de suas amarras trogloditas.
 
Qualquer um que não tenha abdicado de sua razão sabe que estamos certos. Isso pode soar pedante, mas quanto ao fato em questão, não vislumbro maneira mais correta de me expressar. O problema é que, justamente por estarmos falando de uma paródia de religião, sem tudo que uma religião possa ter de bom, em nome de sua “fé” distorcida, os lulopetistas estão dispostos a abdicar da razão.
 
Não estamos enfrentando uma corrente de opinião, e sim uma seita extremista cuja lavagem cerebral é tão grande que transforma liberdade de expressão em controle da mídia e democracia em prisão e perseguição aos agentes da imprensa e da lei. A razão é um instrumento para convencer os outros; aos que estão completamente embebidos nessa irracionalidade, talvez apenas a completa desmoralização de seus “bezerros de ouro” possa fazê-los recobrar o senso de ridículo.
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