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Moro é aplaudido de pé durante conferência em Portugal ao falar sobre combate a corrupção

FOTO: ESTORIL CONFERENCES
 
Diário do Poder - O juiz federal Sérgio Moro foi uma das estrelas do segundo dia da Estoril Conferences 2017 que acontecem esta semana, em Portugal. Apresentado como “o super juiz brasileiro da Lava Jato”, Moro integrou o painel sobre combate a corrupção ao lado de outros famosos do mundo jurídico como Antonio di Pietro, procurador responsável pela operação Mãos Limpas que lutou contra a máfia na Itália, e Carlos Alexandre, juiz da operação Marques, em Portugal.

O magistrado foi aplaudido de pé quando ao ser anunciado e durante a palestra em que defendeu o uso das delações premiadas no decorrer da Lava Jato, fundamentais para o avanço da operação. “É melhor você ter um esquema de corrupção descoberto e algumas pessoas punidas do que ter esse esquema de corrupção oculto pra sempre. É melhor ter alguém condenado do que ninguém condenado”, comentou.

Segundo orador do painel sobre Crime e Democracia, Moro sustentou que, sem as delações, instituto que ainda não existe em Portugal, não teria sido possível descobrir os esquemas de corrupção existentes no Brasil. O juiz foi enfático ao admitir que a corrupção no Brasil é uma das práticas “mais vergonhosas”, mas fez questão de reiterar que o país “dá passos firmes no seu combate, não havendo nenhuma vergonha nesse tipo de delação”.

O responsável pela Lava Jato em primeira instância, mencionou o prejuízo que a corrupção causa na economia e na democracia. “Se as pessoas entendem que a prática de crimes, que a trapaça, passa a ser uma regra de comportamento, isso afeta significativamente a confiança que as pessoas têm no sistema democrático”, frisou. Ele lembrou citação do antigo presidente dos EUA Franklin Delano Roosevelt ao afirmar que a exposição da punição da corrupção deve ser tratada como uma honra e não uma vergonha.

Moro reconheceu haver visões negativas sobre o processo da Lava Jato, mas também um anseio da sociedade brasileira para se ter um país mais limpo. Segundo o magistrado, depois desse processo, teremos um país melhor, onde a corrupção sistêmica seja apenas uma lembrança. O juiz Sérgio Moro está em Portugal, em companhia da mulher, pagando as próprias despesas.
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