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Mulheres sauditas não precisarão mais da permissão de um homem para viajar, estudar ou fazer queixas policiais

A Arábia Saudita, conhecida por ser uma das nações em que as mulheres mais sofrem segregação, deu um pequeno, porém relevante, passo em relação à igualdade de gênero. O país, que ficou em 141º lugar (de um total de 144) em um ranking promovido por um estudo global feito sobre diferenças de gênero em 2016, recentemente diminuiu as restrições das habitantes. Com informações do Daily Mail. 
No conservador reino da Arábia Saudita, as mulheres vivem sob a constante supervisão de um tutor masculino. Elas não são autorizadas a dirigir, ter tratamento hospitalar, trabalhar, viajar, estudar ou fazer queixas policiais sem a permissão de um homem. Ainda, são obrigadas a utilizar o chamado Xador, uma veste preta que envolve todo o corpo, com exceção dos olhos. 

No entanto, por meio da imprensa local, o país anunciou esta semana que o rei Salman, emitiu uma ordem permitindo as mulheres que se beneficiem de serviços governamentais como educação e saúde, sem o consentimento de um tutor masculino. De acordo com a ativista dos direitos femininos, Maha Akeel, diretora da Organização da Cooperação Islâmica de Jeddah, isso significa que as mulheres podem, em certas circunstâncias, estudar, ter acesso a tratamentos hospitalares, trabalhar no setor público e privado, bem como se apresentar a um tribunal sem o consentimento de um homem. 

“Isso, pelo menos, já abre uma porta para a discussão sobre o sistema de guarda”, argumentou. “As mulheres são independentes e podem cuidar de si mesmas”. Contudo, acredita-se que ordem seja a última de uma série de medidas impostas pela Arábia Saudita para incluir as mulheres na força de trabalho, conforme o reino se move para diversificar sua economia e reduzir a dependência de petróleo. 

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