Requião recebeu R$ 5,9 milhões

Fábio Campana - É, no mínimo, constrangedor para Requião. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que acusa o presidente Michel Temer e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures do PMDB. de corrupção passiva. Na denúncia, o recebido por Temer e pelo PMDB. Parte desse dinheiro foi repassado aos candidatos do partido na disputa dos governos estaduais em 2014. Entre eles, Requião, do PMDB, que recebeu R$ 5.991.322,86 em repasses do diretório nacional, da campanha de Michel Temer e de empresas envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato, notadamente, a JBS, a OAS, o banco BTG Pactual. O volume de recursos recebidos por Requião equivale a 58,3% dos gastos de R$ 10.270.238,50 da sua campanha. 


De Michel Temer, Requião recebeu R$ 2.688.728,20. Desse dinheiro, Temer repassou R$ 1,9 milhão da JBS para Requião. Outros R$ 500 mil da JBS foram repassados pelo diretório nacional do PMDB ao senador. Só da JBS, Requião recebeu R$ 2,4 milhões. Ele ainda recebeu mais R$ 500 mil (em duas parcelas: de R$ 200 mil e R$ 300 mil) da empreiteira OAS, investigada pela Lava Jato por repasse de propina à políticos nos esquemas da Petrobras.

Do diretório nacional do PMDB, Requião recebeu mais R$ 1.602.594,66. As maiores doações foram da JBS (R$ 500 mil), Zuleika Borges Torrealba (R$ 500 mil), Thais Susana Ferrari Lago (R$ 150 mil), Cixares Libero Vargas (R$ 120 mil), Kalbin (R$ 100 mil) e outras quatro doações de pessoas físicas, três de R$ 50 mil e duas de R$ 40 mil. Requião ainda recebeu mais R$ 1 milhão do banco BTG Pactual, R$ 500 mil do Bradesco e R$ 200 mil da CRBS. É bom lembrar que Requião vive espinafrando o sistema bancário, acusando-os de sangrar a economia nacional e os taxando de “capital vadio”.

Os repasses da JBS ao PMDB e a Michel Temer estão no depoimento que Roberto Saud, diretor da empresa, fez ao Ministério Público Federal e que faz parte do material divulgado à imprensa na sexta-feira, 19, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Saud, a “conta da propina” da JBS tinha R$ 300 milhões. Saud explica que em meados de 2014, Guido Mantega (petista, ex-ministro da Fazenda) teria solicitado a Joesley Batista, dono da JBS, que sacasse R$ 35 milhões para entregar a senadores do PMDB para garantir o apoio de todo o partido à reeleição de Dilma. Requião está nesta lista conforme a delação de Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro.

E sobre de outros R$ 15 milhões pedidos por Temer para Batista, Saud contou que R$ 2 milhões foram repassados para Paulo Skaf, que concorria ao governo de São Paulo, por meio de caixa dois; R$ 9 milhões foram dissimulados em doações oficiais ao diretório nacional do PMDB, que depois repassaria para os estados; e R$ 3 milhões foram para o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
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