PF cumpre mandado de busca e apreensão em Montes Claros durante operação de combate à pedofilia

PF apreendeu materiais de informática na casa do universitário (Foto: Polícia Federal/ Divulgação)PF apreendeu materiais de informática na casa do universitário (Foto: Polícia Federal/ Divulgação).
 
G1 Grande Minas - Segunda fase da Operação Glasnost cumpre mandados em 51 cidades de 14 estados brasileiros; em Montes Claros, PF apreendeu material na casa de um universitário. 
 
A Polícia Federal de Montes Claros cumpriu um mandado de busca e apreensão no apartamento de um estudante universitário, de 25 anos, no início da manhã desta terça-feira (25), em Montes Claros. De acordo com a Polícia Federal, o estudante é suspeito de fazer parte de uma rede de pedofilia investigada na segunda fase da Operação Glasnost, que combate a exploração sexual de crianças e o compartilhamento de pornografia infantil na internet.  

No imóvel, foram apreendidos materiais de informática, como notebooks, hd externo e pen-drives, que passarão por perícia. A investigação teve como base o monitoramento de um site russo utilizado como uma espécie de “ponto de encontro” de pedófilos do mundo todo. De acordo com a Polícia Federal, o universitário se cadastrou no site e compartilhou material de pedofilia com outros integrantes. "Os arquivos eram fotografias de crianças. Ele confessou que de fato houve o compartilhamento, mas disse desconhecer que essa conduta fosse crime", explica o delegado Pedro Dias dos Santos. O estudante vai prestar esclarecimentos na delegacia da Polícia Federal na tarde desta terça-feira (25).

O delegado esclarece que a pena máxima para quem compartilha material de pedofilia é de seis anos. "O compartilhamento não deve ser feito. A orientação é que caso qualquer pessoa receba arquivo dessa natureza, deve apagar imediatamente. Caso queira denunciar quem enviou, pode procurar a polícia e indicar a partir de qual contato recebeu o arquivo", afirma.

Operação Glasnost

A ação cumpre mandados em 51 cidades de 14 estados brasileiros. Foram expedidos três mandados de prisão preventiva, 72 de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. Os investigados produziam e armazenavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até mesmo de bebês com poucos meses de vida, muitos deles sendo abusados sexualmente por adultos, e as enviavam para contatos no Brasil e no exterior.  As ordens judiciais estão sendo cumpridas no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Sergipe.

Primeira fase

A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2013. À época, foram cumpridos 80 mandados de busca e prisão e realizadas 30 prisões em flagrante por posse de pornografia infantil. Também foram identificados e presos diversos abusadores sexuais, bem como resgatadas vítimas, com idades entre 5 e 9 anos.

O nome da operação

O nome da operação é uma referência ao termo russo que significa transparência. "A palavra foi escolhida porque a maior parte dos investigados utilizava servidores russos para a divulgação de imagens de menores na internet e para realizar contatos com outros pedófilos ao redor do mundo", explicou a PF.
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