Juro do rotativo do cartão sobe pelo 2º mês seguido em julho, a 399% ao ano

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G1 - A taxa média de juros do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas avançou pelo segundo mês seguido em julho, quando atingiu a marca de 399,1% ao ano, segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta quinta-feira (24). No mês anterior, o juro do cartão rotativo estava em 380,8% ao ano. A taxa avançou apesar das novas regras para o cartão de crédito. 

Julho foi o quarto mês de vigência destas normas, pelas quais o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Se na data do vencimento o cliente não tiver feito o pagamento total do valor da fatura, o restante terá que ser parcelado ou quitado. Já os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cheque especial registraram pequena queda, passando de 322,6% ao ano, em junho, para 321,3% ao ano, em julho.

A modalidade de crédito do cartão rotativo, e também do cheque especial, de acordo com especialistas, só deve ser utilizada em momentos de emergência e por um prazo curto de tempo, devido ao seu alto custo.

Juro bancário médio sobe

A taxa média de juros das operações de crédito das instituições financeiras, com recursos livres (sem contar BNDES, crédito rural e imobiliário) avançou 0,4 ponto percentual em julho nas operações com pessoas físicas, para 63,8% ao ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Também subiu, em julho, a taxa média de todas as operações (pessoas físicas e jurídicas), para 46,6% ao ano, contra 46,2% ao ano em junho. No caso dos empréstimos para as empresas, também com recursos livres, a taxa somou 25,3% ao ano em julho, com alta de 0,5 ponto percentual na comparação com o mês anterior (24,8% ao ano).

A alta dos juros bancários acontece em momento de recuo da Selic, a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central, que influencia a chamada “taxa de captação” dos bancos, ou seja, quanto eles pagam pelos recursos. Em sua última reunião, realizada no fim de julho, Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 10,25% para 9,25% ao ano. Foi o sétimo corte seguido nos juros básicos da economia.

‘Spread’ bancário

O chamado “spread bancário” – ou seja, a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o que cobram de seus clientes – cresceu em julho para 37,6 pontos percentuais, contra 36,6 pontos percentuais em junho. No caso das operações com pessoas físicas, o “spread” avançou de 53,6 pontos percentuais em junho para 54,5 pontos percentuais em julho deste ano. Esse índice ainda é elevado quando comparado à média praticada pelos bancos em outros países. 

O “spread” é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.


Dados do BC mostram que os quatro maiores conglomerados bancários – Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – detinham, no fim de 2016, 78,99% de todas as operações de crédito feitas por instituições financeiras no país e também 78,48% dos depósitos.

Taxa de inadimplência

Dados do Banco Central mostram que a taxa de inadimplência ficou estável em julho deste ano. No mês passado, a taxa de inadimplência geral, nas operações com recursos livres (exclui crédito imobiliário, rural e do BNDES), permaneceu inalterada em 5,6%. Considerando a inadimplência com recursos livres para pessoas físicas, porém, houve recuo no mês passado, de 5,8% em junho para 5,7%. No caso das operações com empresas, a taxa de inadimplência subiu de 5,3% em junho para 5,5% em julho.
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