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O jogo é de paciência

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Por: Marisa Gibson - O que o senador Fernando Bezerra Coelho decidir em relação ao PSB será de responsabilidade dele. Isso quer dizer que o PSB não vai colocar o senador para fora do partido e nem quer ser acusado disso. Essa é uma leitura que já está evidente. Na sexta-feira, Fernando Filho, ministro de Minas e Energia, teve uma conversa com o prefeito Geraldo Julio (PSB), um dos caciques socialistas que tentam contornar a situação. Não por amor ao grupo Bezerra Coelho, mas por saber que um desfalque desse porte no palanque do governador Paulo Câmara (PSB), que concorrerá à reeleição, tem um peso grande.

Há socialistas que defendem a tese de que FBC até gostaria de ser expulso do partido, pois seria uma forte justificativa para trabalhar, de fato, um projeto “de mudança” para o estado. Do outro lado, o grupo do senador desconfia das palavras de boa vontade do PSB pernambucano. Argumenta-se que a virulência com que a presidência nacional do PSB investiu contra os 15 deputados “dissidentes” deixa evidente que “alguém bancou” o gesto de Carlos Siqueira. E quem foi? Ninguém diz.

Bem, os últimos dias foram marcados por recados de FBC e também de Fernando Filho, que estão à espera das novas regras eleitorais e dos prazos para troca de partido, mudanças que estão atreladas à escolha de Márcio França, vice-governador de São Paulo, a presidente nacional do PSB.  Aliás,  houve um tempo em que PSB estadual teve quase certeza de que FBC e o seu grupo ficariam com o controle do PSB nacional, mas não aconteceu e, por enquanto, o senador ainda não encontrou firmeza para decidir. Enfim, o jogo é de paciência. E, sob esse aspecto, o lado de lá está mais confortável: Paulo Câmara tem o tempo a seu favor e, segundo os mais próximos, “uma paciência, como poucos”.

Mais falado
Marília Arraes (PT) é o nome mais comentado nas rodas políticas quando o assunto é a visita que o ex-presidente Lula fará a Pernambuco, a partir da quinta-feira. A eventual candidatura da vereadora ao governo do estado tem resistências internas no PT, mas se Lula discursar e colocar a mão no ombro dela…

Apesar de você
O PT já decidiu que não quer Armando Monteiro Neto (PTB) em seu palanque devidos seus posicionamentos no Senado. O senador votou a favor da reforma trabalhista. Mas Lula vai ser recebido, nesta semana, pela prefeita de Ipojuca, Célia Sales, do mesmo PTB de Armando, no ato em defesa da Petrobras no município e tem petistas fazendo propaganda do gesto da petebista.

Enfim
Em campanha presidencial para 2018, Lula finalmente vem a Pernambuco para um visita absolutamente petista. Durante muito tempo, Lula impôs ao PT estadual uma subserviência ao protagonismo do PSB de Eduardo Campos.

Três vezes
O que se diz pelos corredores em Brasília: depois que pediu para sair do Ministério da Cultura, o deputado federal Roberto Freire (PPS) foi convidado três vezes pelo presidente Michel Temer (PMDB) para retornar ao governo.

Jungmann à frente de Meirelles
Raul Jungmann (PPS), ministro da Defesa, é um case de sucesso. O combate à violência, mesmo sem ser atribuição da sua pasta, deu tanto brilho ao pernambucano que  hoje ele é o ministro mais conhecido do governo Temer. Pesquisa para consumo interno mostra que 34,6% dos brasileiros conhecem ou já ouviram falar de ministros de Temer, sendo que  6,42% apontam Jungmann como o mais visto e o mais ouvido, enquanto Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, aparece com 5,71%. Mas, claro, é no Rio onde Jungmann impera: 13,4% conhecem a sua atuação; Meireles fica com 8,2%. Com tanta visibilidade, Jungmann está sendo colocado como uma opção majoritária, lá no  Rio. O PPS, porém,admite outra possibilidade –  um mandato de deputado federal.

Renovação
Com ou sem Distritão, o deputado estadual Lucas Ramos (PSB) aposta na renovação do Congresso Nacional e já está com o pé na estrada para concorrer a um mandato de deputado federal. A propósito, o parlamentar vem questionando a eficiência da política econômica do governo Temer, que entregará o país com um rombo acumulado de R$ 477 bilhões e sem condições de alcançar o superávit até 2020.

Falta sinceridade
A regra básica de qualquer eleição – ganha quem tiver mais votos –  só não vale para deputados. Muitos alegam que tal norma favorece a reeleição dos que já têm mandatos, impedindo a renovação do Congresso. Se esses deputados estivessem sendo sinceros, eles deveriam sugerir o fim da reeleição. Aí, sim, a renovação seria total, a cada quatro anos.

Cobrança
A oposição na Assembleia Legislativa denuncia que os dois principais hospitais da Zona da Mata Norte, o Belarmino Correia e o Ermírio Coutinho, em Goiana e Nazaré da Mata, estão sobrecarregados, enquanto existe uma UPAE pronta em Goiana sem utilização e outra unidade, em Carpína, teve a obra abandonada.
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