Secretários do Nordeste querem transferir líderes de facções


A Polícia Civil apreendeu ontem com integrantes de facções criminosas um fuzil AK-47, uma pistola calibre 765 e munições  JOÃO MARCELO SENA
A Polícia Civil apreendeu com integrantes de facções criminosas um fuzil AK-47, uma pistola calibre 765 e munições. Secretários da Segurança do Nordeste estão discutindo a atuação das organizações criminosas na região. Reunidos em Salvador, os gestores destacaram que a ajuda do Governo Federal é imprescindível para tentar frear o crescimento de Crimes Letais Intencionais (CVLIs), que aumentaram 31,9% no Ceará durante o primeiro semestre deste ano. Entre os pleitos, a transferência de líderes de facções para presídios federais, o combate mais efetivo ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras e a criação de um fundo especial à Segurança Pública.

Integrantes de facções - O Rio Grande do Norte é um dos três estados — junto a Ceará e Alagoas — que têm maior número de integrantes de facções e exibem um aumento significativo no número de homicídios em 2017. Lá, conforme o delegado Cleiton Pinho, que representa a Secretaria da Segurança Pública na reunião, cerca de 900 pessoas são “cadastradas” em organizações criminosas. “Desse montante, precisaríamos de pelo menos 100 vagas (em presídios de segurança máxima) para colocar os principais atores, os cabeças”. Todos já estariam identificados.
 
Para o secretário da Defesa Social de Pernambuco, Antônio de Pádua, o Brasil precisa padronizar a contabilidade de CVLIs. “Reforçar um plano nacional, banco de dados e investigações interestaduais, porque são bandidos que circulam em todo o território brasileiro”. Ele defende ainda a formatação de um “Sistema Único de Segurança” e de um fundo para financiar as ações do segmento. “Especialmente aqui no Nordeste, região muito afetada pelo desemprego e a crise econômica”.
 
O titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará, André Costa, afirmou que as demandas ao Governo Federal, ele destaca o financiamento como parte de um plano nacional de Segurança Pública; criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp); orçamento impositivo para a Segurança Pública; e uniformização de estatísticas.
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