Dilma e Lula são alvos de duas denúncias criminais ao STF em menos de 24 horas. Caíram junto com Joesley

Imprensa Viva - Os ex-presidentes Lula e Dilma se tornaram alvo de duas denúncias criminais ao STF em menos de 25 horas. Além da denúncia sobre o quadrilhão que assaltou a Petrobras, os dois petistas foram denunciados pelo crime de obstrução de justiça. O ex-ministro Aloizio Mercadante, que havia ficado de fora da denúncia do quadrilhão, não escapou desta vez e também foi denunciado ao STF pelo mesmo crime.

A nova acusação formal de PGR foi apresentada ao Supremo apenas um dia após Lula, Dilma e outros seis petistas terem sido denunciados por formar uma organização criminosa enquanto o PT ocupou a Presidência da República.

“De fato, a obstrução e o embaraço narrados na denúncia ora apresentados foram praticados justamente com a finalidade de atrapalhar as investigações que apuravam os crimes cometidos pela organização criminosa investigada no inquérito 4.325/DF. Vale dizer, os crimes e as condutas dos respectivos agentes estão umbilicalmente ligados”, anotou o procurador-geral da República no despacho com a segunda denúncia.

A nova denúncia contra Lula e Dilma está baseada em três fatos:

O primeiro deles é o suposto apoio político, jurídico e financeiro, por parte de Aloizio Mercadante ao senador Delcídio do Amaral, no final de 2015, a fim de evitar que ele celebrasse acordo de colaboração premiada no âmbito da Operação Lava Jato. O terceiro diz respeito a troca de informações sigilosas sobre as investigações entre Dilma e a empresária Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, por meio de “contas de correio eletrônico clandestinas”, entre 2015 e 2016. Por último, o procurador-geral da República cita a nomeação de Lula, em março de 2016, para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, com a suposta finalidade de garantir-lhe foro privilegiado.

Segundo a procuradoria, após a prisão preventiva de Marcelo Odebrecht em junho de 2015, “intensificou-se a preocupação da cúpula do governo federal com os rumos das investigações, especialmente em face do risco de o executivo vir a celebrar acordo de colaboração premiada e revelar os crimes cometidos em benefício do PT e de altas figuras de tal agremiação partidária”.

O inquérito tramita no STF sob sigilo, mas a procuradoria pediu que os autos do processo sejam tornados públicos. “De resto, em um regime democrático, não se concebe que um processo penal sobre crimes contra administração pública, versando sobre ilicitudes relacionadas ao manejo de recursos públicos, baseado em denúncia contra agentes públicos, permaneça em sigilo, mesmo em momento anterior ao recebimento da peça acusatória. A sociedade tem o direito de conhecer os fatos correspondentes e de acompanhar o trâmite do feito”, ponderou o procurador-geral da República.

Após um longo período de 'maturação' das investigações, Lula e Dilma bateram um novo recorde e fora denunciados criminalmente em menos de 24 horas: a primeira, de organização criminosa, foi protocolada nesta terça-feira no STF, às 19h32; a segunda, por obstrução de justiça, às 13h desta quarta-feira. As duas denúncias contra Lula e Dilma coincidem com o depoimento bombástico do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro e com o fiasco da delação dos criminosos da JBS, que devem ir em cana já nos próximos dias. 
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