Divisão de homicídios pede à Justiça mais tempo para investigar massacre de presos em Alcaçuz

Confronto de facções na penitenciária de Alcaçuz terminou com pelo menos 26 detentos mortos (Foto: Andressa Anholete/AFP)G1 RN - Pelo menos 26 detentos foram mortos em confrontos entre facções dentro do maior presídio do RN em janeiro. Oito meses depois, há cinco presos indiciados. Confronto de facções na penitenciária de Alcaçuz terminou com pelo menos 26 detentos mortos. (Foto: Andressa Anholete/AFP)

Oito meses após o mais sangrento episódio da história do sistema prisional potiguar, ainda não há qualquer expectativa de quando os responsáveis pela matança de 26 presos dentro do maior presídio do Rio Grande do Norte serão punidos. Na última sexta-feira (15), diante da necessidade de mais tempo para apontar que foram os mentores e os executores do chamado 'Massacre de Alcaçuz', a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) solicitou um prazo maior para concluir o inquérito. 
 Cinco presos, apontados como chefes do PCC em Alcaçuz, foram retirados da penitenciária e transferidos para Rondônia   (Foto: Divulgação/GOE)
Cinco presos, apontados como chefes do PCC em Alcaçuz, foram retirados da penitenciária e transferidos para Rondônia (Foto: Divulgação/GOE). 
 
"Não estabelecemos o prazo no pedido. Quem define é o Poder Judiciário", pontuou Marcos Vinícios, responsável pelas investigações. Ainda de acordo com o delegado, o que se tem de concreto até o momento é o indiciamento, por homicídio, de cinco presos. Vale lembrar que outros 111 detentos chegaram a ser indiciados por danos ao patrimônio público – uma vez que grades foram arrancadas das celas, paredes derrubadas e pavilhões incendiados – mas o processo acabou arquivado por ausência de elementos que atestassem a materialidade e indícios de autoria.  
Pavilhões foram incendiados durante as rebeliões  (Foto: Elias Medeiros/G1)
Pavilhões foram incendiados durante as rebeliões (Foto: Elias Medeiros/G1).  

Indiciados
 
Apontados como chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival do Sindicato do Crime do RN, os cinco detentos indiciados foram retirados de Alcaçuz ainda em meio ao calor das rebeliões e transferidos no final de janeiro para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia. São eles:

1- João Francisco dos Santos, ‘Dão’, 30 anos. Condenado a 39 anos por ter matado o radialista F. Gomes, em Caicó. É natural de Caicó/RN.

2- José Cláudio Cândido do Prado, ‘Doni’, 37 anos, nascido em 10/09/1979, natural de Campo Grande/MS. Condenado a 75 anos de prisão pela prática dos crimes de homicídio, roubo e tráfico de drogas.

3- Paulo Márcio Rodrigues de Araújo, 31 anos: É preso provisório, ainda não foi condenado. É da cidade de Ipanguaçu/RN. 

4- Tiago de Souza Soares, ‘Decinho’, 30 anos, nascido em 05/12/1986, natural de Mossoró/RN. Condenado a 38 anos e seis meses pela prática dos crimes de homicídio e tráfico de drogas.

5- Paulo da Silva Santos, ‘Paulo Fuzil’, 42 anos, nascido em 29/08/1975, natural de Linhares/ES. Condenado a 32 anos pelos crimes de extorsão e tráfico de drogas.
José Francisco dos Santos; José Claudio Cândido do Prado; Paulo Marcio Rodrigues de Araújo; Thiago de Souza Soares; e Paulo da Silva Santos são apontados como chefes do PCC dentro de Alcaçuz (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
José Francisco dos Santos; José Claudio Cândido do Prado; Paulo Marcio Rodrigues de Araújo; Thiago de Souza Soares; e Paulo da Silva Santos são apontados como chefes do PCC dentro de Alcaçuz (Foto: Polícia Civil/Divulgação). 
Compartilhe com Google Plus

About Canindé Silva

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.

0 comentários :

Postar um comentário