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Mala, caixa e até cueca: confira ‘esconderijos’ de propina flagrados em 12 anos no país

A imagem de uma montanha de dinheiro atribuída ao ex-ministro Geddel Vieira Lima jogou luz, essa semana, sobre uma situação que, embora devesse ser excepcional, tem se tornado quase rotina no noticiário brasileiro: os flagrantes de corrupção no serviço público. Pelo menos desde 2005, quando um vídeo de um diretor dos Correios recebendo propina fez estourar o escândalo do mensalão, as cenas de políticos colocando dinheiro em malas, cuecas, meias ou qualquer lugar em que pudessem carregar propina se multiplicaram.

Os casos envolvem milhões de reais que deveriam ir para obras e serviços em prol da população. O Estado de Minas listou oito casos em que políticos foram pegos com dinheiro na mão. Confira:

1 - Propina nos Correios
Um dos primeiros casos que escandalizaram o Brasil foi em maio de 2005, quando o funcionário dos Correios Maurício Marinho apareceu em vídeo negociando propina com empresas que queriam participar de licitações do governo. Nas imagens, ele guarda R$ 3 mil em propina. À época, ele dizia ser um emissário do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), que acabou denunciando depois o esquema de pagamento de propina que ficou conhecido como mensalão.
 
2 - O bunker de Geddel
No caso de Geddel, foram R$ 51 milhões. Tanto dinheiro que a Polícia Federal precisou de 14 horas e vários braços e equipamentos para contar. O dinheiro estava em oito malas e cinco caixas em um apartamento em Salvador, identificado na última terça-feira (5/09) como bunker do político. Foram R$ 42.643,500,00 e US$ 2.688,000,00, que, convertidos em real, somam R$ 8.387.366,40.
 
3 - Políticos do Mato Grosso
Em agosto de 2017, o ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB) entregou ao Ministério Público vídeos com políticos do estado recebendo dinheiro de um esquema de propina comandado por ele próprio. Em uma das conversas, um envolvido chega a sugerir a meia como local para levar a propina. Como não caberia, os maços de dinheiro são colocado no bolso ou em recipientes como mala, bolsa e mochila. Nas gravações aparecem os prefeitos de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), e Juara, Luciane Bezerra (PSB), o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), e os ex-deputados estaduais Hermínio Barreto (PR) e Alexandre Cézar (PT).
 
4 - Dólar na cueca
A cueca também já foi usada para levar dinheiro ilegal em pelo menos duas ocasiões. A primeira delas, no auge do mensalão em 2005, por um assessor do deputado federal José Guimarães (PT/CE) (foto). O funcionário do parlamentar, José Adalberto Vieira, foi preso no aeroporto de Congonhas, de onde viajava para Fortaleza, com 100 mil dólares na cueca e mais R$ 209 mil reais em uma maleta.
 
5 - Reais na cueca
Em 2009, no chamado mensalão do DEM, um outro vídeo mostrou o empresário Alcyr Collaço, que seria emissário do PPS, colocando maços de notas de R$ 100 na cueca. O caso faz parte da Operação Caixa de Pandora, que investigou um esquema de corrupção no Distrito Federal envolvendo deputados distritais, empresários e o ex-governador José Roberto Arruda (DEM).
 
6 - A propina de Arruda
O ex-governador do DF José Roberto Arruda foi flagrado em vídeo, em 2009, recebendo um bolo de dinheiro. A cena foi gravada pelo ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, que acabou exonerado pelo então governador. O mesmo assessor também filmou deputados aliados de Arruda recebendo o dinheiro que seria de desvio de verbas públicas em dinheiro vivo. Dois maços são guardados nas meias.
 
7 - Rocha Loures corre com a mala
Na delação da JBS que levou a uma denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) foi incluído um vídeo no qual o ex-deputado federal e ex-assessor do presidente Rocha Loures (PMDB) aparece correndo com uma mala com R$ 500 mil. A cena foi registrada em 28 de abril em frente a uma pizzaria de São Paulo.
 
8 - O primo do senador
Também em junho deste ano, um vídeo mostra o primo do senador Aécio Neves (PSDB), Frederico Pacheco, recebendo dinheiro do diretor da J&F, Ricardo Saud. A mala continha R$ 500 mil de um total de R$ 2 milhões que haviam sido acertados entre o dono da JBS, Joesley Batista, e o tucano.
 
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