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Bolsonaro diz que um terço do Bolsa Família “é fraude”. Será?

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência BrasilFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência BrasilMetropoles - O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato à Presidência em 2018, fez uma turnê pelos Estados Unidos nas últimas semanas. Além de se encontrar com investidores e analistas, deu entrevistas, fez pronunciamentos através de suas redes sociais e participou de palestras.

Dando continuidade à cobertura da pré-campanha, a Lupa checou algumas de suas frases: “Se você pegar os anais da Câmara dos Deputados, não encontra um só pronunciamento dos deputados do PT e do PCdoB condenando os ataques aqui (ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001).” Deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), em transmissão feita ao vivo pelo Facebook no dia 13 de outubro.

Na manhã da terça-feira (11/9), foi o deputado Valdeci Paiva (PSL-RJ) que levou a informação sobre os atentados à Câmara. Ele chegou a interromper a sessão solene daquele dia para falar do assunto. De tarde, ainda no calor dos eventos, o então deputado Aécio Neves (PSDB-MG) e Efraim Moraes (PFL-PB) mencionaram o tema. No dia seguinte, 12 de setembro, o deputado Osmar Terra (PMDB-RS) lembrou a tragédia. Classificou-a como “horror”.

Em 13 de setembro, Jair Bolsonaro, então deputado federal pelo PPB-RJ, ocupou a tribuna da Casa para criticar a conduta do governo Fernando Henrique Cardoso ao se solidarizar com o então presidente dos EUA, George W.Bush. Em sua opinião, FHC tinha tentado “tirar proveito politiqueiro de um grave episódio ocorrido nos Estados Unidos”. Logo depois de Bolsonaro, foi a vez de o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) fazer um pronunciamento e condenar de forma clara o ataque às Torres Gêmeas: “Assim como o nosso partido, lamentamos as vítimas inocentes desse atentado. Inocentes, acreditamos, não devem pagar por erros ou políticas internacionais imperialistas de governantes”.

O deputado Nelson Pellegrino (PT-BA) também foi à tribuna naquele dia 13 e condenou o ataque: “O terrorismo há de ser repudiado, e a solidariedade reafirmada. Solidariedade não só às vítimas, mas à própria nação atingida”, afirmou. Uma busca no acervo da Câmara ainda mostra uma série de falas sobre o mesmo assunto durante a sessão solene daquela data.

Na sexta-feira, 14 de setembro de 2001, Paulo Paim (PT-RS) tomou os microfones da Casa para afirmar sua posição: “a nação norte-americana foi agredida de forma covarde por terroristas, cujos atos devem ser repudiados por qualquer homem de bem”. Por fim, na mesma sexta-feira, Pedro Celso (PT-DF) leu nota de seu partido em solidariedade às vítimas e foi enfático: “Os trágicos acontecimentos de terça-feira, nos Estados Unidos, constituem-se em crime hediondo que merece o repúdio de toda a humanidade.”

Procurado para comentar essa checagem, Bolsonaro não respondeu.
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