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Sexo oral aumenta casos de um tipo de gonorreia intratável no mundo

Vip - A doença geralmente não é mortal e muitas pessoas que a pegaram nem sequer apresentam sintomas de infecção - Ilustração/Reprodução/Internet.

A grande maioria de nós foi criada em um mundo capaz de combater infecções bacterianas sem perrengue — o antibiótico foi criado em 1928 por Alexander Fleming.

Mas, há alguns anos, os médicos já alertam sobre a capacidade (e velocidade) com que as bactéria adaptam-se aos remédios usados para combatê-las. A mais preocupante no momento é a responsável por causar uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no planeta: a gonorreia.

De acordo com uma série de novos relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), os especialistas estão convictos que o sexo oral está piorando o problema. 
 
“Quando você usa antibióticos para tratar infecções, como uma dor de garganta normal, isso se mistura com a Neisseria [diplococo que habita o trato respiratório e causa a gonorreia na garganta] e resulta em resistência”, explicou Teodora Wi, médica no ramo de reprodução humana da OMS.

Por conseguinte, a bactéria continua ativa na cavidade bucal e pronta para ser transmitida no caso de chupiscada sem preservativo. A doença geralmente não é mortal e muitas pessoas que a pegaram nem sequer apresentam sintomas de infecção. Mas, se não for tratada, ela pode causar cicatrizes e inflamações genitais que eventualmente levam à infertilidade em homens e mulheres, ao mesmo tempo em que fica mais fácil desenvolver outras infecções.

Também pode se espalhar de mãe para filho no útero, aumentando o risco de aborto espontâneo ou trazendo danos para a criança nascida, como a cegueira.

O sinal de alerta soou quando o estudo de vigilância de clínicas e hospitais entre 2009 a 2014 apontaram casos de gonorreia resistente a antibióticos em 97% dos 77 países investigados. Isso é a resposta da ineficiência da ação das drogas de primeira linha (mais comuns), incluindo a penicilina e a ciprofloxacina. 
 
Essa realidade levou as agências de saúde, como os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, a recomendar o tratamento com um coquetel de antibióticos: azitromicina misturado com outra classe de remédios de último recurso, conhecidos como cefalosporinas, ou ESCs. 
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