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Com 78 prisões no ano, Rio desbanca Curitiba na Lava Jato


Pela décima quarta vez este ano, esta terça-feira começou com a Polícia Federal nas ruas do Rio de Janeiro cumprindo mandatos da Operação Lava Jato. Uma série de políticos e empresários do estado foram alvos de prisão e de condução coercitiva na Operação Cadeia Velha, que apura corrupção e outros crimes envolvendo a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O empresário Felipe Picciani, filho do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), foi preso. Seu pai, Jorge Picciani, presidente da Alerj, foi conduzido para depoimento e seu gabinete foi alvo de buscas. A ação mirou ainda os deputados estaduais Paulo Melo e Edson Albertassi, ambos do PMDB. O empresário Jacob Barata Filho, o Rei do Ônibus, e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) Lélis Teixeira, foram presos.

A operação desta terça-feira escancara uma mudança de rumos da Lava-Jato. Faz mais de três meses que a seção curitibana da Lava-Jato, sob comando do juiz federal Sergio Moro, não comanda nenhuma operação. O braço da Rio de Janeiro no Rio, por sua vez, sob comando do juiz federal Marcelo Bretas, nunca esteve tão ativo.

Pela primeira vez desde o início da força tarefa, em 2014, Curitiba não é a campeã de operações este ano. No total, Curitiba coordenou 46 operações em quatro anos. Foram sete em 2014, 14 em 2015 (com 43 prisões), 16 em 2016 (com 66 prisões), e nove em 2017 (com 18 prisões). No Rio de Janeiro a primeira operação foi em 2015 (com duas prisões). Em 2016, foram três operações (com 16 prisões); em 2017 foram, até aqui, 14 operações (com um recorde anual 78 prisões). Os números são do Ministério Público Federal.
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