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Ministério da Justiça investiga se Black Friday é ‘Black Fraude’

Há indícios de que comércio elevou preços antes do evento; queixas foram maiores neste ano. Em São Paulo, rede de supermercado abriu de madrugada com promoção de TV.

A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça anunciou nessa sexta-feira (24) que abriu investigação relacionada à Black Friday. O objetivo é investigar indícios de que lojas praticaram aumento injustificado de preços no período que antecedia a data. De acordo com o Ministério da Justiça, a decisão foi motivada por pesquisas de jornais que mostraram que vários produtos foram reajustados antes da Black Friday e voltaram para, praticamente, o preço normal nessa sexta-feira (24). Um levantamento do jornal “Folha de S.Paulo”, por exemplo, mostrou que, num universo de mais de 700 itens apresentados como participantes da Black Friday, 48% já foram até mais baratos antes do evento ou ao menos apresentaram o mesmo valor anteriormente. “Vamos ver se há provas que permitam instauração de procedimento sancionatório contra os responsáveis”, informou o secretário nacional do Consumidor, Arthur Rollo, em nota divulgada pelo Ministério da Justiça.
 
De fato, o consumidor que foi às compras reclamou dos preços. Segundo levantamento do Reclame Aqui, até a tarde dessa sexta-feira (24) haviam sido registradas 1.374 reclamações, um aumento de 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O principal motivo é a propaganda enganosa, que atinge 14% das queixas. Divergência de valores e problemas para finalizar a compra também foram reportados. Para Felipe Paniago, diretor de marketing do Reclame Aqui, o consumidor está mais preparado e aprendeu a detectar se as ofertas são verdadeiras ou não. “Descontos de 50% não aconteceram muito e era isso o que o consumidor estava esperando”, disse. No Procon de São Paulo, as reclamações também foram maiores do que no ano passado, mas o órgão não tinha um levantamento oficial. Em Minas Gerais, o Procon Assembleia informou que não monitora preços e reclamações no dia do evento.

E-commerce. 
 
Em Belo Horizonte, a esperada Black Friday começou vazia nas ruas da região central na manhã dessa sexta-feira (24) por causa da chuva e pelo fato de os consumidores terem preferido os preços encontrados na internet. A auxiliar de loja Amanda Gabriela Silva, 23, buscava um forno de micro-ondas, mas, após uma pesquisa de preços no celular, saiu da loja de mãos vazias. “No site está mais barato. Aqui, os preços estão mais ou menos iguais do que estavam na semana passada”, disse. 
 
A caixa de padaria Jaqueline Santos, 34, chegou cedo, às 6h, a uma loja de eletro-eletrônicos da rua Curitiba, no centro da capital, mas também preferiu os descontos oferecidos pelos e-commerces. “A promoção não atingiu minha expectativa. Estou olhando para comprar uma geladeira e pesquisei na internet, onde os preços estão mais baratos do que na loja”, contou Jaqueline. A diarista Aparecida Sofia Marques contou que conseguiu um desconto de cerca de 40% na internet, mas a geladeira que pretendia comprar tinha esgotado. “Estou pesquisando, mas ainda não consegui comprar a geladeira. Não achei com um preço bom (nas lojas do centro de BH)”, afirmou. 
 
Veja produtos que mais encareceram antes da Black Friday, segundo pesquisa do buscador Zoom:

1 - Smartphone Samsung Galaxy A7 (42%)

2 - Notebook Lenovo IdeaPad 300 Intel (26%)

3 - Bicicleta Elétrica Biobike Aro 22 (26%)

4 - Smart TV LED 40 Samsung Série 5 (23%)

5 - TV LED 40 Panasonic Viera (19%)

Obs: No dia da promoção, muitas lojas voltaram os produtos para o preço normal
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