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Médico faz plantão sozinho em hospital que atendia mil pacientes por dia

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UOL - Um dia triste para a equipe do Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo). Foi a primeira vez que um plantão da clínica médica foi realizado com um único médico ao longo de doze horas. Por falta de profissionais, a instituição --que já chegou a atender mil pacientes por dia-- teve que dispensar os atendimentos corriqueiros e se dedicar única e exclusivamente aos casos de emergência e, eventualmente, aos de urgência.



No último sábado, o habitual movimento de médicos, residentes e pacientes foi substituído por um corredor vazio, como mostra a foto publicada no Facebook por Gerson Salvador, diretor do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo) e o único médico a trabalhar naquele plantão. A imagem foi compartilhada mais de 5 mil vezes em menos de três dias. Naquela noite, Salvador e as duas estudantes residentes de plantão deveriam dar atendimento aos dez pacientes em observação no hospital e prestar socorro a possíveis emergências encaminhadas de outros hospitais. Antes do início da crise do hospital, o plantão costumava ter três médicos.

Naquela noite, Salvador e as duas estudantes residentes de plantão deveriam dar atendimento aos dez pacientes em observação no hospital e prestar socorro a possíveis emergências encaminhadas de outros hospitais. Antes do início da crise do hospital, o plantão costumava ter três médicos. "É um momento triste para mim, eu me formei para atender as pessoas", conta Salvador, que notificou os pacientes que buscavam atendimento naquela noite de que o pronto-socorro não tinha condições de fazer os atendimentos não emergenciais. "Não sei precisar quantos exatamente procuraram o hospital durante as minhas 12 horas de plantão, mas foi um número considerável."

De 2013 para 2017, de acordo com a Simesp, o número de médicos no hospital caiu de 299 para 248 --o que representa uma redução de 17,1% no corpo clínico da instituição. Mas, segundo informações do site da USP, o Hospital Universitário possui 254 médicos. "Dado desatualizado", como ressalta o sindicato. Diante da escassez de médicos, o hospital acaba priorizando pacientes com infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, crises graves de asma, meningites, convulsões, intoxicações, tentativas de suicídio, psicoses entre outras condições que podem colocar em xeque a vida dos pacientes ou provocar danos permanentes a eles. Aqueles que procuram atendimento por causa de diarreias, gastrites, infecções de garganta, sinusites ou asmas menos intensas acabam sendo direcionados a outros hospitais da região.

O mais triste é saber que há 58 leitos --sendo 8 no tratamento semi-intensivo-- vagos e que poderiam dar assistência a quem precisa".

Procurada, a reitoria da USP disse que não vai se manifestar sobre a crise do Hospital Universitário, tampouco sobre o fechamento do pronto-socorro adulto. Também não informou se haverá ou não contratações de novos médicos para repor o quadro clínico da instituição.

Falta de médicos
 
Os plantões da equipe clínica, como conta o infectologista, eram feitos por três médicos. "Mas desde 2014 a unidade vem fechando aos poucos. Alguns médicos saíram no Plano de Demissão Voluntária, mas, com o agravamento da crise interna, muitos outros colegas atingiram o seu limite e acabaram pedindo demissão", afirma Salvador. A redução de 51 profissionais também impactou no número de atendimentos, que passavam de mil por dia há quatro anos, segundo o Simesp. "Quem sai perdendo com tudo isso é a população de cerca de 500 mil pessoas que perderam o único pronto-socorro da região com estrutura hospitalar para a realização de cirurgias de emergência", lamenta Salvador. 

O hospital é de responsabilidade da USP, que tem autonomia de orçamento e para sua gestão. A reitoria da USP foi procurada, mas disse que não vai se manifestar sobre a crise do Hospital Universitário, contratações e redução nos atendimentos. Desde 2015, o Hospital Universitário da USP recebe R$ 23 milhões anuais via SUS (Sistema Único de Saúde). Questionada sobre uma possível interferência na gestão do HU, a Secretaria de Estado da Saúde, da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), não se posicionou e alegou que a USP tem autonomia na gestão da instituição.
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