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Vendedor tem auxílio-doença suspenso após 4 cirurgias na coluna


Morador de Franca (SP) diz que não consegue caminhar, mas médicos do INSS o consideraram apto a voltar ao trabalho. Previdência Social diz que ele tem 30 dias para recorrer da decisão.
 
 
Mello afirma que alertou o profissional sobre a recuperação e disse que passaria por um terceiro procedimento, após o médico particular detectar que as duas operações anteriores não haviam sido suficientes para corrigir a hérnia na coluna. “Gritei dizendo que ele ia me quebrar porque eu tinha feito a cirurgia. Ele me fez sentar de novo e nem olhou meus documentos. Só escreveu alguma coisa no computador e me pediu para voltar ao corredor”, diz.
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O José Luis de Mello mostra cicatriz da última cirurgia realizada na coluna (Foto: José Luis Mello / Arquivo Pessoal).

O vendedor diz que a documentação do médico apontava que ele poderia retornar às atividades. Surpreso com a decisão, Mello procurou uma advogada e ingressou com uma ação na Justiça para reaver o benefício, que perdeu após a perícia. A filha do vendedor, Thamirys Lemos Mello, diz que a família está passando por dificuldade financeira após a suspensão do benefício que o pai recebia. Mello também está tentando vender o carro para pagar as contas e os medicamentos de uso contínuo. “Ele teve que recorrer várias vezes porque dizem que tem condições de voltar ao trabalho, quando existe um laudo do médico que operou dizendo que ele não consegue andar. Ele não consegue parar em pé e está usando muletas”, afirma.

Nesse período em que aguarda uma nova decisão judicial, Mello foi submetido a outras duas cirurgias na coluna. Ele passou por nova perícia no INSS e, como ocorreu anteriormente, foi considerado apto a retornar ao trabalho. “Tenho dores até hoje, tomo remédios à base de morfina para tentar ter menos dor. Eu rolo na cama a noite inteira e, algumas vezes, não durmo. Não tem cabimento. Você pode chegar morrendo ao INSS de Franca que eles mandam voltar a trabalhar”, desabafa.
Vendedor de Franca afirma que não tem condições de arcar com a medicação de uso contínuo (Foto: José Luis Mello / Arquivo Pessoal)
Vendedor de Franca afirma que não tem condições de arcar com a medicação de uso contínuo (Foto: José Luis Mello / Arquivo Pessoal).
 
Em nota, a Previdência Social confirma que o auxílio-doença de Mello foi indeferido por duas perícias médicas: em 24 de fevereiro e em 29 de março deste ano. Segundo a instituição, ele foi convocado porque recebia auxílio-doença há dois anos sem passar por perícia. Ainda segundo o INSS, Mello recebeu em 13 de março o último pagamento do benefício, referente ao período de 1º a 24 de fevereiro. Em relação ao indeferimento, o vendedor tem o prazo de 30 dias para entrar com recurso, que pode ser feito pelo telefone 135, ou pela internet.
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