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Corpos de dois presos são retirados de Alcaçuz; 'duplo homicídio', diz delegado

Um muro de concreto foi erguido dividindo o complexo penal ao meio. De um lado, a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, com os pavilhões 1, 2 e 3. Do outro, o Presídio Rogério Coutinho Madruga, com os pavilhões 4 e 5   (Foto: Anderson Barbosa/G1)Foto: Anderson Barbosa/G1 

G1 RN - Um muro de concreto foi erguido dividindo o complexo penal ao meio. De um lado, a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, com os pavilhões 1, 2 e 3. Do outro, o Presídio Rogério Coutinho Madruga, com os pavilhões 4 e 5. Remoção dos corpos aconteceu na madrugada desta segunda-feira (26). Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc) disse que as circunstâncias das mortes serão investigadas pela Polícia Civil. 
 
Corpos de dois presos foram retirados do Complexo Penal Alcaçuz/Rogério Coutinho Madruga na madrugada desta segunda-feira (26). Segundo a Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), os mortos foram encontrados enforcados com lençóis e pendurados em grades durante uma ronda feita na noite do domingo (25). Delegado de Nísia Floresta, município onde está localizada a penitenciária, Eloy Xavier disse que os detentos foram assassinados, mas que ainda não tem como apontar quem são os autores nem as circunstâncias do duplo homicídio.
 
Em nota, a Sejuc disse que Lázaro Luís de França Ferreira, de 34 anos, mais conhecido como “Nego Lázaro”, e Shakespeare Costa de França, de 24, o 'Sheik', estavam com outros 10 detentos na cela 08 da Ala A do Pavilhão 5, como é mais conhecido o Presídio Rogério Coutinho Madruga, anexo de Alcaçuz.

Ainda de acordo com a Sejuc, Lázaro e Shakespeare estavam presos na unidade, respectivamente, desde 2014 e 2017, e respondiam por tráfico de drogas, homicídio, assalto, porte ilegal de armas, entre outros crimes. 
Celas do Pavilhão 5 foram reformadas após a rebelião de janeiro de 2017 (Foto: Sejuc/Divulgação)
Celas do Pavilhão 5 foram reformadas após a rebelião de janeiro de 2017 (Foto: Sejuc/Divulgação) 
 
Superlotação

Essas foram as primeiras mortes dentro do complexo após o massacre de janeiro de 2017, quando 26 presos foram mortos durante uma briga envolvendo membros de duas facções criminosas. Atualmente, o complexo possui aproximadamente 2.100 detentos, quase o dobro de quando estourou a rebelião. Deste total, mais de 1.000 estão somente no Pavilhão 5, que possui capacidade para 400 presos.  
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