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Policiais são suspeitos de pedir R$ 200 mil a "madame do crime"

Reprodução/ Facebook 

Um inquérito policial foi aberto para apurar a denúncia de que policiais civis de São Carlos, São Paulo, teriam pedido R$ 200 mil para soltar Maria Angélica Macedo da Silva, conhecida como a “madame do crime”. De acordo com o ‘G1’, o fato teria ocorrido no dia de sua prisão, em 13 de novembro do ano passado. Se comprovadas as irregularidades, os policiais investigados podem ser demitidos. Acusada de tentativa de furto, ela foi condenada a 9 meses de prisão no semiaberto no último dia 24 de janeiro. Para a polícia, ela teria comandado pelo menos 15 furtos a residências na cidade.

A acusação veio à tona durante o julgamento de Maria Angélica, realizado em São Carlos, em 18 de janeiro. A audiência estava sob segredo de Justiça, mas, na semana passada, imagens dos depoimentos no Fórum de São Carlos foram vazadas. Os trechos foram exibidos pela RecordTV. Em um dos trechos divulgados, ao ser perguntada se conhecia os policiais que depuseram na audiência, Maria Angélica responde que não e depois de uma pausa pede a palavra e diz que eles tentaram extorqui-la. “Posso dar uma palavra, por favor. Conheci eles no DP, eles queriam R$ 200 mil para me liberar. Conheci lá”, afirmou.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP), informou que o inquérito policial e procedimento administrativo vão apurar os fatos. "Se comprovadas as irregularidades, os policiais investigados podem ser demitidos", informou no comunicado. Membros da 3ª Corregedoria Auxiliar de Ribeirão Preto colheram depoimentos na sexta-feira (9), na Delegacia Seccional de São Carlos. A SSP não divulgou os nomes dos policiais envolvidos. O G1 tentou, mas não conseguiu contato com o delegado Maurício Dotta, responsável pelo 1º Distrito Policial de São Carlos e pela investigação do caso que levou à prisão de Maria Angélica. O Ministério Público pediu uma investigação sobre a autoria do vazamento e a Justiça pediu a lista das pessoas que tiveram acesso ao vídeo desde a audiência.

Como o processo de Maria Angélica corre sob segredo de Justiça, as informações sobre ele são vetadas à imprensa ou quaisquer outros interessados e isso inclui as imagens da audiência. Só pode ter acesso ao processo a promotoria e os advogados da ré. Neste caso, é preciso fazer um pedido mediante a assinatura de um termo de compromisso. A assessoria de imprensa da Corregedoria do Tribunal de Justiça informou que a 3ª Vara Criminal de São Carlos determinou que fosse apurado, preliminarmente, se alguém, além das partes, teve acesso ao processo digital e, consequentemente, ao conteúdo dos vídeos. Paralelamente, foi determinada remessa do pedido de investigação ao Ministério Público, tendo em vista a alegação de vazamento indevido de informações.

Em outro trecho divulgado, Maria Angélica diz que convive com mulheres perigosas na penitenciária. Ela permanece presa no presídio de Pirajuí (SP), para onde foi levada em 14 de novembro de 2017, e aguarda transferência para uma unidade de regime semiaberto. “Para mim foi um espanto chegar no presídio e todo mundo me conhecer, porque expandiu. Eu não tenho um convívio, eu não posso ter banho de sol”, afirmou na audiência.

Os advogados dela entraram com um pedido para a redução da pena e também com um habeas corpus para a sua soltura imediata, uma vez que ela já cumpriu mais de 1/6 da pena e tem direito a regressão, mas o juiz negou o pedido de liminar. Agora a defesa entrou com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal de Justiça que ainda não foi julgado.

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