WEB - MIX SV

EM DESTAQUE - CDS QUE NÃO PODE FALTAR EM SEU PEN DRIVE

Deicor consegue reduzir em 60% roubos a caixas eletrônicos e carros-fortes no RN

Enquanto nos estados vizinhos o número aumento, no Rio Grande do Norte o trabalho da Divisão de Combate ao Crime Organizado fez as ocorrências caírem.

Uma preocupação cada vez maior pelos prejuízos que causam e a violência das ocorrências, os roubos a caixas eletrônicos e a carros-fortes foram até motivos de uma lei que endurece essa prática criminosa em crescimento no Brasil. Alias, em quase todo o Brasil. Afinal, no Rio Grande do Norte, os números desse tipo de crime sofreram em 2018 uma redução de 60%, resultado do trabalho da Divisão Especializada de Combate ao Crime Organizado, a Deicor.

E quando se observam os números em si, é possível ver que os casos realmente exitosos foram menos ainda, conforme detalha o delegado da Polícia Civil, Odilon Teodósio. “No Estado todo, no ano passado, tivemos 30 ocorrências. Neste ano, foram em torno de 17, sendo 10 tentadas e só sete consumadas. E dessas sete, só três passaram dos R$ 100 mil roubados”, detalhou o delegado, acrescentando que, se considerando apenas a Grande Natal, a redução desse tipo de crime caiu ainda mais, e é de 80%.

Segundo o delegado, essa redução só foi possível diante do trabalho dos policiais civis, militares, federais e o apoio de aliados, como as secretarias de segurança de outros estados e os bancos e empresas de segurança. “É uma troca de informações. Quando sabemos de alguma coisa, rapidamente informamos as empresas, que já mudam a rota, por exemplo. Esse entrosamento é muito importante”, afirmou o delegado, em entrevista a rádio 96fm, na noite desta sexta-feira, 27.

Além do entrosamento, Odilon Teodósio também fez questão de ressaltar o comprometimento dos policiais da própria Divisão, que se dedicam ao máximo no combate ao crime. “Temos um efetivo maior que a maioria das delegacias, mas eles também se dedicam o tempo todo para resolver os casos, cruzar informações. Por isso, temos tanto êxito”, acrescentou.

É importante ressaltar que esse tipo de crime demanda um investimento consideravelmente alto dos próprios bandidos, que muitas vezes alugam granjas ou sítios no interior para servir de suporte para os ataques e precisam “contratar” aliados regionais, que ajudam na fuga do grupo. Além disso, também adquirem armas de grosso calibre, como fuzis, que chegam a R$ 50 mil. “Hoje, por exemplo, não se faz roubo a carro-forte sem uma metralhadora .50 e é uma preocupação muito grande nossa que há mais de seis meses está atuando uma entre Paraíba e Natal”, afirmou o delegado, acrescentando que o equipamento chega a custar R$ 200 mil – e isso já demonstra que as quadrilhas investem muito nesse crime e, consequentemente, também não devem arriscar em incursões que valam o retorno financeiro.
Compartilhe com Google Plus

About Canindé Silva

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.

0 comentários :

Postar um comentário