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Polícia divulga identidade de principal suspeito do homicídio de Yasmin

Tribuna do Norte - Um dia após o corpo que a polícia acredita ser da adolescente desaparecida Yasmin Lorena de Araújo, de 12 anos, ter sido encontrado em uma casa a apenas 74 passos de onde a menina residia com a família, as diligências a procura do principal suspeito do homicídio, o pedreiro Marcondes Gomes da Silva, 45 anos,  permanecem em andamento. No final da tarde de ontem, a Polícia Civil divulgou o nome e a foto do homem, que trabalhava na casa onde o corpo foi encontrado, na tarde desta quarta-feira (25) e pediu para que denúncias sobre o seu paradeiro sejam feitas por meio do número 181. Na madrugada desta terça-feira (25), a casa do suspeito do homicídio – vizinha à casa da família de Yasmin Lorena, na rua José Acácio de Macêdo, na comunidade da África, Redinha, foi alvo de saques.
Marcondes Gomes, 45 anos, está desaparecido desde a terça (24)
Marcondes Gomes, 45 anos, está desaparecido desde a terça (24).

O corpo supostamente atribuído à jovem aguarda a identificação oficial do Instituto-Técnico e Científico de Perícia (Itep). Como Yasmin não possuía carteira de identidade, nem ficha odontológica, a identificação terá de ser feita através de um exame de DNA, que será realizado fora da unidade do Rio Grande do Norte e não tem previsão de entrega. O DNA de Yasmin será enviado para a Bahia ou o Ceará, onde será analisado. O Itep afirmou não poder estipular prazos para que o corpo seja liberado para os familiares realizarem o sepultamento.

Até o momento, a causa da morte ainda não foi esclarecida, o que deverá acontecer com exames de análise. Enquanto o órgão espera a identificação para concluir o laudo, o corpo será conservado no laboratório do Itep. Os legistas também procuram possíveis DNAs de outras pessoas, nas amostras coletas do corpo de Yasmin Lorena, para verificar se houve violência sexual.

Como o corpo já estava em um estado avançado de decomposição, o reconhecimento facial não foi possível. Entretanto, alguns aspectos como as vestimentas encontradas junto ao corpo, indicam que de fato ele pertencia à jovem, vista pela última vez com vida no dia 28 de março deste ano.
Corpo que a polícia acredita ser de Yasmin foi encontrado em uma casa onde o pedreiro fazia obras
Corpo que a polícia acredita ser de Yasmin foi encontrado em uma casa onde o pedreiro fazia obras.

No final da tarde da terça-feira (24), a polícia chegou a ouvir duas pessoas que poderiam saber alguma informação à respeito da morte da jovem. Um dos homens que foi ouvido, inclusive, chegou a ser suspeito de participar da ocultação do cadáver. Após o interrogatório, no entanto, a polícia descartou, ao menos temporariamente, esta hipótese, em função de um álibi apresentado pelo suspeito.

Suspeito do homicídio

O principal suspeito do homicídio de Yasmin, Marcondes Gomes, permanece desaparecido. Ele era vizinho da adolescente há 27 anos, e trabalhava na casa onde o corpo da menina foi encontrado com ajuda do cão farejador 'The Black' do Batalhão de Choque da Polícia Militar. De acordo com familiares e vizinhos, o homem estava diariamente presente nas vigílias e orações que eram feitas na rua pela menina. Ele também se fez presente nos três protestos que buscavam respostas e cobravam investigações à respeito do desaparecimento de Yasmin. Diversos vizinhos afirmaram que ele era um homem tranquilo, e conhecido por ser “prestativo” na comunidade. 




No fim da manhã da terça-feira, quando as buscas na casa tiveram início com a ajuda do cão farejador, a mãe de Yasmin chegou a declarar à imprensa que não acreditava na pista, por ele se tratar de alguém “de confiança” da família. O homem, no entanto, desapareceu ainda durante a manhã, e não foi mais visto por ninguém da comunidade durante o resto do dia.

As investigações sobre o caso de Yasmin, em teoria, ficariam à cargo da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No entanto, como a delegada titular da Delegacia Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente (DCA), Dulcinéia Costa, estava à frente das investigações desde o primeiro dia do desaparecimento de Yasmin, as delegacias devem decidir, entre si, com quem ficará a jurisdição do caso. Na noite desta terça-feira, a DHPP ouviu as pessoas que foram autuadas e pegou os testemunhos de cada um. O delegado titular da delegacia, Marcos Vinicius dos Santos, declarou que, independente da delegacia sob a qual o caso ficar responsável, a DHPP irá colaborar prestando toda assistência necessária para que o crime seja solucionado.

Yasmin Lorena desapareceu por volta das 14h do dia 28 de março de 2018. A mãe, Ingrid de Araújo, pediu para que a filha deixasse R$ 30,00 na casa de uma amiga que morava próximo à casa da família. Ela não chegou ao destino e não retornou para casa.
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