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Evangélicos devem travar 'guerra santa' por vaga na majoritária da oposição na Bahia

Foto: Reprodução/ Revista Comunhão
 
Por: Fernando Duarte - Há muito tempo se sabe o potencial do segmento evangélico para eleger parlamentares. Tanto que, em todas as rodas de conversas políticas, sempre existe a reserva de vagas para representantes de siglas como PRB e PSC, legendas conhecidas por abrigar lideranças do setor e que obtêm sucessivos êxitos nas urnas. Em eleições majoritárias o movimento já tomou força e, em 2016, o PRB elegeu Marcelo Crivella no segundo maior colégio eleitoral do país, o Rio de Janeiro. Enquanto esse avanço na Bahia ficava mais restrito aos pleitos para o legislativo, 2018 pode inaugurar uma disputa diferente entre os evangélicos: a busca pela indicação de um candidato ao Senado na chapa unificada da oposição. Até a última semana, era consolidada a candidatura do deputado federal Irmão Lázaro (PSC) para uma vaga na majoritária capitaneada por DEM ou PSDB – com o próprio parlamentar se assumindo como postulante ao Senado. Eis que, diante do cenário de união na oposição, o PRB resolveu requerer também um espaço na majoritária. 
 
E com um recado direto: dificilmente a chapa comportaria dois nomes evangélicos, o que automaticamente excluiria Lázaro da disputa. O embate tem dois nichos: votos e estrutura partidária. O representante do PSC surpreendeu em 2014 ao se tornar o terceiro deputado federal mais votado – à época, muita gente não apostava fichas que Lázaro teria tantos votos. O cacife eleitoral do deputado cantor é o ponto mais forte dele e, com certeza, será usado na discussão do grupo. Já o PRB possui uma estrutura partidária muito mais consolidada que o PSC. Com fortes vinculações com a Igreja Universal do Reino de Deus, os dirigentes da sigla possuem penetração e votos espalhados nos mais diversos rincões da Bahia – e do Brasil. Tal posicionamento garante certo conforto na hora de reivindicar espaço, principalmente quando existe instabilidade no grupo, como é explícito na oposição. Mesmo que implicitamente, a Bahia vai assistir a uma nova edição de “guerra santa”. Pelo menos entre os evangélicos da política.
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