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Monitores de bebês podem ser hackeados remotamente, alertam pesquisadores

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Foto: Shutterstock / Canaltech

Por: Jessica Pinheiro - Esperamos que as mamães não entrem em pânico, mas pesquisadores da área de segurança alegam que um monitor de bebês foi remotamente hackeado e usado para espionar uma família. O gadget em questão era o Fredi Wi-Fi, cuja usabilidade é simples e fácil e, como bem sugere o nome, permite que seja conectado remotamente por intermédio de Wi-Fi. E foi justamente essa características explorada por cibercriminosos para invadir o dispositivo e conseguir usar a câmera integrada sem autenticação.

Ao que parece, existe um serviço P2P que se conecta diretamente à nuvem e pode ser acessado com uma senha padrão de até oito dígitos. Isso significa que qualquer pessoa pode acessar o portal online do serviço, inserir números aleatórios comumente utilizados e, assim, acessar o feed da câmera do monitor de bebês. O recomendado nesses casos é que o código de acesso seja alterado pelos responsáveis da criança, a fim de proteger o dispositivo de eventuais invasores. A função P2P na nuvem ignora firewalls e permite conexões remotas em redes privadas. Então, não apenas monitores de bebês estão vulneráveis a ataques de hackers, mas também qualquer outro aparelho que utilize esse recurso. Além disso, também é recomendado ficar de olho em qualquer atividade suspeita, notada através da câmera do gadget.

Se por um estudiosos do segmento comentam que esses monitores usam métodos de segurança insatisfatórios para se conectarem à internet; por outro lado, isso permite que os pais da criança possam monitorar o bebê através de seus laptops ou smartphones. Ainda assim, isso abre precedentes para que crimes possam ser cometidos, uma vez que os hackers podem espionar a família e, em último caso, até mesmo executar um sequestro, por exemplo.

Uma mãe entrevistada pelo The Register disse que a câmera do monitor que ela utilizava estava reagindo estranhamente e, depois que ela notou o que estava acontecendo, deixou de utilizar o aparelho. O medo após descobrir a suposta espionagem ainda a deixa aterrorizada, afinal a pessoa ainda pode estar à espreita. "Eu devo proteger meu filho e sinto que falhei com ele", lamentou.
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